Sexta-feira, 10.12.10

Liu não fez mais que exercer os seus direitos cívicos.

Lusa

O dissidente chinês, de 54 anos, preso desde Dezembro de 2008 e condenado a 11 anos de prisão por "actividades subversivas", não está presente na cerimónia, bem como nenhum dos familiares. Durante a transmissão televisiva da cerimónia, são frequentes as imagens de uma cadeira vazia e de um retrato de grandes dimensões de Liu Xiaobo.

"Liu não fez mais que exercer os seus direitos cívicos. Ele não fez nada de mal. Ele deve ser libertado", declarou Jagland, sublinhando que a Constituição chinesa garante a liberdade de expressão e o direito de criticar o aparelho estatal.

"Muitos poderão questionar-se se, apesar do actual poder, a China não revela alguma fraqueza ao acreditar que é necessário prender um homem por 11 anos que apenas exprimiu as suas opiniões sobre a maneira como o país devia ser governado", frisou o presidente do comité.

Depois do seu discurso, Thorbjoern Jagland colocou o diploma e a medalha do prémio Nobel da Paz na cadeira vazia do laureado. Menos de 20 países, incluindo a China, Rússia, Afeganistão, Cuba, Venezuela, Irão e Iraque, não compareceram à cerimónia.

 

O silêncio e mesmo a aprovação, sobre a prisão Liu Xiaobo e o seu impedimento de estar presente para receber o Prémio Nobel que lhe foi merecidamente atribuído, de alguma esquerda, que em Portugal tende a apresentar-se como a paladina da defesa das liberdades, é mais um sinal que mesmo depois do colapso do império soviético, não aprenderam  nada, mas mesmo nada! Que sociedade poderíamos nós esperar, dos que não defendem a liberdade? Um povo não pode ser livre quando não apoia a liberdade de outro povo, penso que foi Marx quem o afirmou! Ninguém está  impedido de apoiar o sistema capitalista que existe hoje na China, mas ao menos quem apoia, seja coerente, defenda também aqui, em Portugal,  a liberdade de criação de riqueza, a economia de mercado, para que depois  possa haver distribuição. Qualquer liberal é hoje mais defensor dos trabalhadores do que certas correntes políticas que ostentam rótulos de esquerda! O nosso Estado Providência, ou o que resta dele, não poderá sobreviver, (e tudo devemos fazer para o preservar), por muito tempo, se não houver investimento, criação de empresas e produção de bens transacionáveis!

publicado por Barto lo meu às 16:46 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 03.12.10

combater as políticas baseadas em ilusões

SAER: Consolidação orçamental deve vir do lado da despesa

"É imperioso reduzir o défice público", incluindo "explicitamente o controlo das despesas públicas", conclui o documento, reforçando que "quaisquer ganhos na trajectória de consolidação devem vir desse controlo das despesas e não do lado das receitas".


Segundo o relatório, "paralelamente ao défice externo, Portugal apresenta um dos piores desempenhos" da zona euro em termos de variação do PIB, com uma taxa de crescimento médio de apenas 0,6 por cento, na primeira década do século XXI, apenas superior à Itália e à Alemanha. 

"À partida, quando se inicia o ano, já cerca de cinco por cento do PIB está destinado para a remuneração líquida de juros e dividendos ao exterior", revela o documento, destacando a necessidade da produção de excedentes da balança comercial. 

Tendo em conta o contexto político-monetário da zona euro, os elevados níveis dos défices público e externo da economia portuguesa e os níveis de endividamento público e externo são um "forte condicionamento à política e ao rumo da economia", sublinha, o documento que considera a "austeridade" uma medida necessária. 

Além disso, destaca ainda o agravamento às condições de financiamento como a alternativa à redução do défice no curto prazo e adianta que os indicadores da economia espanhola evidenciam uma correcção significativa do respectivo défice das contas públicas, o que torna Portugal ainda mais vulnerável, "caso tal não ocorra de algum modo na economia portuguesa". 

Por isso, Portugal terá de prosseguir um padrão de consolidação orçamental "credível" para "tentar desagravar as condições do financiamento da sua dívida soberana" e procurar pela "via exportadora e das pequenas e médias empresas assegurar condições crescimento" e logo "desagravar o financiamento do seu endividamento externo e o desemprego", frisa o documento. 

"O país enfrenta um dilema: ou se tomam acções decisivas para resolver os desequilíbrios macroeconómicos ou deixa-se que eles sejam corrigidos pela imposição de terceiros, com terríveis custos sociais, conduzindo a um ciclo vicioso de empobrecimento relativo e ao prolongado definhamento do país",alerta o relatório.


O documento adianta que os indicadores mais recentes da conjuntura económica internacional, nomeadamente da China, apontavam, em princípio de Setembro, para uma recuperação mais favorável do que a prevista, excepto no caso da economia norte-americana. 

A China, sublinha o documento, "contribuiu para salvar o euro, evitando uma crise financeira internacional e criando uma zona monetária tampão entre si e os EUA", pelo que a prazo, "mais breve" do que o esperado, a dependência europeia em relação à China "será mais visível" em diversos domínios.

 

Este artigo publicado pela SAer vem no sentido de nos alertar, para as dificuldades que Portugal e mundo atravessam, e por outro lado, o que para mim é o mais importante e urgente, é a necessidade de combater as políticas baseadas em ilusões que a maior parte dos nossos decisores políticos têm praticado.

publicado por Barto lo meu às 10:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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