Joseph Sitglitz. O Prémio Nobel da Economia falou da necessidade de os governos regularem os mercados.

O primeiro encontro do movimento espanhol 15-M, que dá voz aos trabalhadores precários espanhóis e aos indignados contra a crise, contou com a visita surpresa do economista Joseph Sitglitz. O Prémio Nobel da Economia falou da necessidade de os governos regularem os mercados.

O primeiro Fórum do movimento 15-M, que contesta a precariedade laboral e as dificuldades dos trabalhadores espanhóis, recebeu na segunda-feira a visita surpresa de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia.


O economista norte-americano surpreendeu os apoiantes do movimento com a sua presença no Parque do Retiro, em Madrid, palco do primeiro encontro formal do 15-M, que há semanas ocupou as principais praças das grandes cidades espanholas, em protesto contra a falta de resposta governamental para as consequências da crise económica. 

Sitglitz manifestou a sua simpatia para com a “energia” do movimento 15-M e defendeu a necessidade de uma maior regulação dos mercados. “A crise económica mostrou que os problemas actuais do capitalismo com mercados sem regulação. A experiência das três últimas décadas demonstra a necessidade de os governos terem um papel importante na regulação dos mercados”, afirmou o Nobel, citado pelo “El País”.

Num discurso de 12 minutos, partilhado com o seu tradutor, o economista deixou um desejo à plateia: “vejo aqui uma energia reconfortante, espero que a useis de forma construtiva. Não se podem substituir as más ideias pela ausência de ideias. Temos é que trocá-las por boas ideias”.

Sitglitz defendeu que se tem que lutar para que as boas ideias “entrem no debate público”, o que exige “organização e liderança”. “Vai ser uma luta difícil porque as más ideias estão instaladas no discurso económico dominante, mas agora temos uma grande oportunidade para associar a ciência económica com o compromisso de justiça social e conseguir uma nova economia. Desejo-vos a melhor sorte”, afirmou na despedida.

Neste primeiro encontro formal do movimento, que durou todo o dia, participaram entre 200 e 300 pessoas. Houve vários temas em discussão, relacionados com política internacional, meio-ambiente, educação, feminismo, democracia participativa, economia, cultura, saúde, temas sociais, entre outros, de acordo com o relato do “El País”.

Aqui está uma boa iniciativa, livre,( eles não querem nem acreditam no entanto o mundo gira), sem estar acorrentada aos vendedores de ilusões, a maioria da chamada classe politica, que têm lançado, e vão continuar a lançar, para o desemprego, milhões de pessoas, seres humanos, se estes não ousarem lutar!
Levantai-vos do chão!
publicado por Barto lo meu às 11:36 | link do post | comentar